Insegurança
Podia muito bem ser outro nome, menos o meu. Mas eu já sabia, sabia que sairia um "você" do meio dos seus lábios... até fechei os olhos e orei pra que não fosse eu, a dona do seu amor. Mas parece que foi tarde demais, você já tinha pronunciado as temidas palavras "você". Eu quem? Olhei para tras para ver se tinha alguém, estava somente eu e você. Seus olhos encontraram os meus, abaixei minha cabeça novamente, o que eu iria dizer pra você? Que você era somente meu amigo? Não, não ia falar, porque você não é somente isso. Você sabe que não é. Você deve sentir. Ouvir. Meu coração bater, ouvir de onde você está. Batia muito rápido, minhas mãos suavam e minhas pernas tremiam sem parar; mas eu tinha que me controlar você não tinha que perceber e se iludir. Um tempo. Parecia muito razoável pedir um tempo para pensar. Todo mundo sabe que comigo nada dá certo, eu sou insegura, imatura, não consigo. Eu queria saber o que tem de errado comigo, porque nada dá certo, eu não consigo arriscar, me por em perigo, esse medo me quebra ao meio as vezes... Alguém já conseguiu superar? Eu não! Quando um dia conseguir falar e fazer tudo a favor do que sinto, juro que conto pra vocês. Não. Foi essa minha resposta.
01 setembro 2010 @ 11:44 / 0 comentários
